sexta-feira, 27 de julho de 2012

Desenvolva criatividade no trabalho

Segundo pesquisa da americana Creative Education Foundation, até os 3 anos de idade costumamos usar 98% de nossa capacidade criativa, número que cai para 2% após os 30 anos. “É uma habilidade inerente a qualquer ser humano, mas à medida que a gente cresce e vai criando nossos hábitos mentais e rotinas, vamos acessando cada vez menos a criatividade”, justifica Solange Mata Machado, coordenadora do curso de Pós-MBA de Inovação na HSM Educação. 

Sérgio Navega, diretor da Intelliwise Research, empresa de pesquisa teórica de inteligência artificial, aponta a alta conectividade social como outro fator que limita nosso potencial de criar. “Com Facebook e Twitter, as pessoas são incentivadas a uma postura de extrema interatividade e isso reduz severamente a possibilidade de reflexão. A consequência é que as possibilidades criativas que dependem de longas viagens mentais subjetivas ficam muito limitadas.”

Para ajudá-lo a sair da rotina e estimular a criatidade, consultamos pessoas que lidam com com ela no seu cotidiano. Veja:
Desligar-se do mundo
“O tempo no processo criativo é crucial. Todo mundo precisa de um período a sós, com suas próprias ideias. Se possível, longe do barulho e daquelas conversas paralelas, às vezes inevitáveis, com um colega ou familiar. Como meu estúdio é casa, criei uma placa que fica pendurada na porta. De um lado vem escrito livre e do outro ocupado. De início pareceu meio hostil, mas todos nos acostumamos a ela e tem funcionado perfeitamente”, aconselha o cartunista Alpino, que trabalha diariamente na confecção das charges do Yahoo! Brasil e ilustrações da “Folha de S.Paulo”, além de fazer cartuns mensais para “Playboy”.

Para Vinicius Maldonado, diretor de arte da Educa Comunicação Educacional, música é o segredo para manter o foco.  “Me eleva o pensamento pra longe, desligo do que tem em volta e a cabeça fica leve. Sem música não dá”, reforça ele, que atua em campanhas publicitárias no mercado educacional.
Música pode ajudar no processo crativo (Foto: Getty Images)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Será que ele está falando a verdade?


Tem muita gente tentando entender o que vai na cabeça do outro. Então, para estes de antemão respondo — impossível saber.
Podemos experimentar perguntar, analisar atitude e discurso, ficar atentos, presentes, prestar atenção, agora, saber mesmo, só se o outro quiser comentar.
E, por que tem que ser assim?
Somos humanos e como tal, imperfeitos. Erramos, por vezes mentimos, omitimos, usamos máscaras, fazemo-nos de felizes, compreensivos, manipulamos.
Nem sempre isso é proposital. Por vezes, é mesmo uma fuga. A forma como encontramos para nos defender.
E a única forma de não cair na armadilha da ilusão e do medo é abrindo o diálogo. Um diálogo aberto, franco, honesto, um diálogo de dois que deixam de lado a vaidade, o ego, a mentira.
Toda relação só pode ser revista, ou melhor, revisitada a partir do diálogo, da compreensão de um e outro.
Até porque é a partir daqui que a relação cresce.
Não dá para sair por aí almejando crescer, amadurecer etc, etc, se não soubermos para qual direção, qual sonho, qual visão vamos empreender. O que queremos, como queremos, o que esperamos da vida a dois.
Posto isso, fica aqui o convite. Ao invés de tentar a todo o tempo saber se o outro está falando a verdade, fique na sua verdade. Fique com a sua realidade. O outro, bem, este pode ou não falar o que pensa. Pode ou não entrar na relação. E, quanto a isso, só  há uma escolha a fazer.
Ficar ou partir.
Quando em um relacionamento não conseguimos atingir o básico — a troca, tudo se torna impossível. E, então, quando vivemos com a sensação de que o outro mente, tudo fica complexo demais. Tornamo-nos controladores.
Deixamos de viver nossa vida para controlar o outro. Deixamos de viver a relação para viver atrás do outro. Deixamos de viver o sonho para entrar no pesadelo.
Um relacionamento, com essa dinâmica, acaba com a intimidade, a confiança, o respeito, o aprendizado e, pior, destrói a autoestima.
Se esse é o seu caso, experimente mudar o status da relação, busque ajuda, terapia de casal, movimente-se. A outra saída?
Romper. Deixar passar. Abrir-se para outra oportunidade.
Há momentos em que precisamos escolher lidar com a perda. Melhor perder o outro do que perder-se.
Boa semana!
Por Sandra Maia

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Acredite: o ciúme não é o perfume do amor



Há quem diga que o ciúme é o perfume do amor.  Eu acho que isso não passa de uma desculpa dos oportunistas e dos egocêntricos. O amor têm vários perfumes deliciosos: carinho, companheirismo, parceria, respeito, cuidado, tesão e afins, mas o ciúme não entra nessa lista . Quem acredita que o ciúme faz parte do amor, não está entendendo muito bem os conceitos. Porque, na realidade, aquele ciúme que você sempre achou que ele demonstrava como forma de amor, não passava de uma demonstração de ego ferido.


Um bichinho perigoso – o ego ferido

Nós temos um problema que foi cultivado desde cedo – desde de quando você era aquele bebê fofinho que todo mundo queria colocar no colo e agradar, seu cérebro passou a ser mimado. Você podia ver nos olhos da sua mãe que era você quem dava sentido para a vida dela. Quando seu pai chegava em casa, você mais uma vez conseguia perceber que era o que mais importava na vidade dele. E depois de alguns anos, o seu ego se forma nessas condições.

Quando a gente cresce e sai para o mundo, os problemas começam a surgir – você não é mais o centro do universo e ninguém mais se importa com você como seus pais. A partir daí, começamos nossa luta eterna pra nos tornarmos importantes para as pessoas, em uma realidade em que todo mundo quer poder mostrar que “eu sou o centro do mundo”.

domingo, 15 de abril de 2012

Gentileza gera gentileza!


   E se fizéssemos uma corrente do bem, da gentileza, do cuidado, da beleza? E se todos pudéssemos exercitar a perfeição do amor maior? A perfeição do agir com base na verdade, no ser, no amor?

   Em que mundo estaríamos? Como seriam nossas relações? Quero crer que elas seriam bem diferentes das que existem hoje!

   Afinal, a vida com essa base seria um presente maravilhoso. Sem mistérios, sem ilusão, sem medos nem egoísmo...

   A questão é que o mesmo ego que nos faz fortes, nos fez estar aqui, ou melhor, chegar até aqui, por vezes também nos derruba. Ele nos coloca numa feira de vaidades onde o que conta é o ter e não o ser.

   E, nesse sentido, passamos a fantasiar que possuímos tudo. Desde qualquer coisa que tenhamos até o outro... E, então, confusão, dor e sofrimentos à vista.

   Não temos nada! Tudo é movimento. A vida é somente uma passagem. As relações, idem. Talvez por isso eu insista em dizer que a paz começa quando compreendemos que nada podemos fazer para segurar ou transformar o outro. A decisão deste ou nossa de ficar ou sair da relação deve ser uma escolha diária. Uma escolha que demanda muito mais que amar. Requer compromisso, envolvimento, a certeza do melhor caminho. O caminho para o amor pleno. O caminho para viver a dois..

Eu te amo. Você me ama?


   Vocês já se deram conta de que existem pessoas que para uns fazem de tudo e, para os demais, agem como feras desembestadas? Vocês devem se lembrar de algum caso parecido. Conheço um casal de amigos exatamente assim.

   Ela é doce, dedicada, inteligente, bonita, bem-sucedida. Vive para seu marido, faz tudo por ele desde que se conheceram. Ele está mais para um ogro do que para um príncipe, faz tudo por si mesmo. Despreza-a na frente dos amigos, critica suas conquistas, seus sonhos, sua maneira de ser e viver.

   Juntos são uma dupla explosiva. Os que estão por perto nunca sabem quando se iniciará a guerra. Ele tripudiando, e ela, bem, ela o defendendo... As desculpas que a pobre dá são inúmeras:

   “Ele está nervoso, com problemas no trabalho, não se incomode; ele teve um dia ruim!; coitado, está numa crise terrível”... E, assim, se passam os dias e as noites...

    Como eu os conheço há muito tempo, posso lhes garantir que ela venceu!

    Apesar de parecer impossível, ele mudou. Buscou ajuda, decidiu que queria ser um companheiro melhor, mais equilibrado... Começou um tratamento, tem acompanhamento médido e terapeutico, virou outra pessoa.

    Ela? Bem, ela com seu amor, conseguiu contagiar o outro!

   Hoje, ele a trata como a uma rainha. Depois de 15 anos juntos, eles estão finalmente felizes. Acabaram-se as brigas, os maus-tratos, o desprezo. Hoje, finalmente, ele percebeu a MULHER que tem a seu lado. Bom para ele, bom para ela, bom para nós, os amigos. Fico muito feliz ao saber que às vezes só mesmo o tempo para mudar os pesos e as medidas que escolhemos viver e anunciar...

   De fato, ele estava se defendendo do amor... Sempre a amou, nunca soube.

    Que felizardo – descobriu-se apaixonado, antes de pôr tudo a perder. Ela o ama como nunca!

Misturar-se com o outro é uma armadilha


Às vezes, nos esforçamos tanto para cuidar dos problemas dos outros que chegamos a acreditar que não temos problemas.

E, ao invés de investirmos em crescimento, desenvolvimento, evolução, colocamos todas nossas moedas para melhorar o outro – que, por ironia, não quer ser melhorado.

Você conhece alguém assim?

Aquela pessoa – mega, giga resolvida – que acaba trazendo para sua vidas tudo o que não presta. Situações ruins que, quando carregadas de um amor obsessivo, deixam tudo ainda mais confuso!

Pensam que amam e, então, lança mão da sua própria vida para cuidar da vida e dos problemas do outro. Condiciona tudo na relação. Abandona-se. Deixa de lado sonhos e o final é clássico, o outro vai embora, refeito é verdade, mas prefere seguir só.
O que isso quer dizer?

Quer dizer que sobrevivemos a relações fadadas ao fracasso. Aquelas mesmas onde não somos bem-vindos quando interferimos no que não é nosso! Isso tudo faz mal. Quando nos intrometemos em situações alheias nos traímos. Abrimos mão de nós, do nosso caminho, do nosso aprendizado. E, pior, achamos que temos o poder de mudar e transformar o outro.

Bem, nessa escolha é como se afirmássemos: “Que venham os problemas – quanto mais complicados melhor!”. Desse modo, numa espécie de quase auto-boicote, abrimos mão de saber de fato quem é esse outro, para que serve a relação, quem somos nós, o que queremos o que podemos e aguentamos? Quais nossos limites? Qual nosso objetivo?
Dá para mudar isso?

Namoro às escondidas


Recebo muitos e-mails de jovens em dúvida sobre a relação. Perderam a ilusão, não estão mais apaixonados pelo parceiro. Perderam a admiração, sabem que o outro, por um motivo ou outro, irá decepcioná-los, no futuro. Perderam o sonho, estão tão misturados com o outro, com a relação, com a decepção que não sabem o que fazer.

São jovens, moram com os pais, estão finalizando a faculdade: homens e mulheres com pouco mais de 20 anos.

Alguns já viveram uma traição, outros sofreram agressão, outros o abandono ou a rejeição. A questão é, contra tudo e contra todos eles decidiram, de livre e espontânea vontade, reatar o namoro, rompido por algum grave motivo.

Agora, às escondidas, com medo de reprovação, retomaram a relação.

Escondem dos seus pais, dos seus amigos, do mundo, que reataram. Talvez a vergonha, o medo da interferência, o não saber bem se estão certos, os impeçam de gritar ao mundo — "estamos juntos de novo".

E, então, sofrem.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Abaixo o jornalismo. E viva o jornalismo


Se você tem sérias restrições ao jornalismo e considera que muitos de seus profissionais são despreparados para exercê-lo de acordo com padrões desejáveis de qualidade, tenho uma sugestão de leitura: "Os Imperfeccionistas", de Tom Rachman.

Se você admira o jornalismo e considera que muitos de seus profissionais exercem um trabalho fundamental para a sociedade, tenho uma sugestão de leitura: "Os Imperfeccionistas", de Tom Rachman.
Sim, o livro -- publicado no Brasil pela Ed. Record, com tradução de Flávia Carneiro Anderson -- tem a capacidade de satisfazer quem leva o jornalismo a sério e também quem desconfia dele.
E, se por acaso você prefere ver o filme baseado no livro antes (ou em vez) de o ler, a produtora de Brad Pitt -- a Plan B, que assinou "Os Infiltrados" (2006), "Comer Rezar Amar" (2010) e "A Árvore da Vida" (2011), entre outros -- adquiriu os direitos de adaptação, com lançamento previsto para 2013.
Romance de estreia de Rachman, jornalista inglês que cresceu no Canadá e trabalhou nos EUA e na Europa,

"Os Imperfeccionistas" pode dar origem a um filme bem divertido, desde que a adaptação saiba usar um dos trunfos do livro: personagens humanos, demasiado humanos, e por isso muito distantes dos estereótipos de bravura e heroísmo de outros filmes sobre jornalismo.
Ainda que muitas vezes sejam tratados com alguma zombaria, à beira da caricatura, os personagens de "Os Imperfeccionistas" se parecem com profissionais de carne e osso, inclusive porque são pessoas muito diferentes entre si.

Depressão masculina: uma cilada quase invisível


Profissionais de saúde estimam que quase 10 milhões de homens no Brasil sofrem de depressão. A maioria deles é capaz de admitir que a vida "está sem graça", mas só uma minoria ousa reconhecer que há algo errado com suas emoções. Isso seria visto como sinal de fraqueza, "coisa de mulher".
Historicamente, ainda que de forma equivocada, o homem se vê como o grande caçador, guerreiro, que nunca pode distrair-se ou fragilizar-se. Mas, em termos mundiais, os homens tentam o suicídio quatro vezes mais que as mulheres – e com maior possibilidade de sucesso.

Durante muitas décadas, talvez séculos, a sociedade tem visto os sintomas da depressão como "femininizados" e então temos sido induzidos a pensar que a depressão é "um problema de mulher". Não estamos dispostos a aceitá-la nos homens, a menos que vejamos claramente neles a mesma série de sintomas.

O problema é que os sinais da depressão normalmente observados na mulher são menos comuns nos homens. Os percebemos nas mulheres principalmente quando exploramos os seus sentimentos. Nos homens, é prestando atenção à sua conduta. Resumindo: as mulheres sentem a sua depressão; os homens atuam com ela .

Administrando o tempo, administrando a vida


Primeira etapa

Temos que entender que administrar nosso tempo é, primeiramente, uma questão de disciplina da mente. Há pessoas que só de ficar pensando no que tem de fazer já perdem o dia inteiro sem realizar nada, perdem o foco, se angustiam e não saem do lugar! Essa angústia levará a uma sensação de frustração e a desmotivação tomará.

Muitas pessoas me relatam que agem ou agiam desta forma. Porém, faço-as entender que administrar o tempo não é questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade, é uma questão de saber definir prioridades, focar.

Administrar o tempo é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos em primeiro lugar saber onde queremos chegar, qual é o real objetivo a ser conquistado. Esse objetivo tem que ser claro e definido após uma reflexão. Sem ele não temos a “chave” para ligar o motor.

Nesta reflexão, considere seus próprios valores (morais, familiares, religiosos) independentes das imposições sociais. Por exemplo, se para alguns a prioridade é atingir uma meta no trabalho, para outros pode ser passar mais tempo com a família. Portanto, o objetivo é seu!

Segunda etapa

Você já se amou hoje?

Sei que normalmente lemos textos em que os títulos nos remetem a amar algo ou alguém,  porém, neste meu artigo vou tentar mostrar em uma forma resumida, como é importante olhar para si mesmo e, principalmente, SE AMAR.



Infelizmente, trazemos uma tremenda dificuldade em cultivar o amor próprio por eventos que se manifestaram desde a nossa criação. Quantas vezes, por medo do egoísmo, deixamos de lado nossa própria vontade para fazer tudo o que o outro queria? Só que amar a si não tem nada a ver com o egoísmo. O egoísta é um ser vazio e solitário que precisa cada vez mais de coisas e pessoas que o preencham. O amar a si é se priorizar; não em detrimento do outro, mas em prol de seu equilíbrio.

Existem algumas situações muito simples, que expressam a necessidade de se priorizar, de se amar, que as vezes não percebemos dentro de nosso cotidiano;

- Como uma mãe dará educação , amor, equilíbrio ao seu filho se ela não se priorizar, não estiver bem consigo mesma?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

PARABÉNS PRA MIM!
E para DEUS,
que me fez ASSIM.

QUATRO & OITO
OITO divido por DOIS
RESULTADO = NÓS QUATRO
“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”
                  
Machado de Assis

O Tempo - meu amigo


Quatro, oito...
Doze horas todos dias
Vividos e consumidos
Com tristeza ou com alegria
No compasso desta vida
Sou livre dessa agonia.

Pois o Tempo, meu amigo
Não conta as noites dormidas
Nem aquelas ditas perdidas
Na ânsia de serem supridas.

Perder ou ganhar
Sorrir ou sofrer
O que importar é viver
Pouco a pouco aprender
que ter muito é nada ter
Melhor mesmo é amar
E em função disso viver.

O Tempo, meu amigo
Não sabe o que é esperar
Nem dizer o que quer de você
A solução é escolher
Entre viver ou sonhar
Porém, Amar é sempre o melhor a fazer.

Levar em conta o amor
Nos corações em que plantou
Esse é o único tesouro
Ainda que cause dor
Que o tempo não pode roubar

Um dia pode ser o último
Ou o primeiro de muitos
Que ainda poderá desfrutar
Tudo depende do Agora
Da decisão a tomar

O Tempo - meu amigo
Me ensinou a amar.


terça-feira, 3 de abril de 2012

Oito dicas para melhorar sua relação

O site Chatelaine publicou oito dicas para melhorar seu relacionamento e fazer com que o amor perdure. Veja abaixo um resumo. Espero que sirva também para você!

A autoria é do especialista em relacionamentos Gay Hendricks, fundador do Instituto Hendricks, na Califórnia. Achei coerente!
1. Procure saber exatamente o que o outro quer
O mais cômico nos relacionamentos é:  as pessoas, muitas vezes, entram sem uma ideia clara do que querem de um parceiro. Somente depois, quando a chama começa a esfriar, é que pensam em fazer exigências, a sinalizar e a externar raiva, etc. Para melhorar o relacionamento, é preciso reconhecer o que você quer da relação. Hendricks oferece um exercício simples para fazer valer seus desejos mais profundos de amor: estabeleça três pontos imprescindíveis para um relacionamento e para um potencial companheiro, e três características que você não aceitará.

2. Relacionamentos são divertidos! Sério
Esqueça a metáfora de que para manter um relacionamento é necessário "trabalhar duro". Encare a relação como entretenimento. A mudança de pensamento coloca a diversão de volta na casa, e o "trabalho" fica  para o escritório.

3. Comprometa-se, totalmente
Toda briga decorre da falta de comprometimento de um ou do outro, ou de ambos na relação. Por isso, até que você esteja totalmente certo de que quer se comprometer na relação, fique de fora. Se você está lutando pela relação, estenda a bandeira branca e comece a ver no seu parceiro um aliado. Vocês têm um objetivo comum: manter o amor vivo.

4. Abra-se
Hendricks exorta os casais a compartilhar seus sentimentos, ao invés de reprimi-los. Então, quando o outro lhe perguntar — o que há de errado? Não caia na armadilha de dizer para "nada" com os dentes cerrados. "Se você está sempre escondendo seus sentimentos, não é um relacionamento real, porque o real não está presente", explica ele.

5. Seja fiel a seus erros
Parceiros inteligentes assumem, perante ao outro,  seus erros. "Os casais que realmente permanecem juntos são muito bons em manter seus acordos com o outro", diz Hendricks.  Estes acordos cobrem diferentes temas, por exemplo, de prometer a sua mulher que estará em casa a tempo para o jantar. "Você tem que confessar se romper o acordo pré-estabelecido, mesmo que tenha dificuldade em assumir seus erros", diz Hendricks.

6. Não aponte o dedo para o outro, dê as mãos
Se o seu parceiro confessou uma falha, isso não lhe dá o direito de puni-lo incessantemente por sua transgressão. Pelo menos se você quer que o relacionamento perdure. "Um dos maiores problemas em um relacionamento é a culpa. De fato, em muitos estudos a culpa e a crítica crônicas são a razão número um das separações ", diz Hendricks. Como os casais podem parar de jogar o jogo da culpa? Abrir mão de ver-se como  "transgressor" ou "vítima". Esse papel, ao contrário do que pode parecer, é um excelente combustível para acabar com a relação. Ao invés disso, sugere Hendricks, o melhor é "assumir a responsabilidade por aquilo que [você] culpa no outro."

7. Diga cinco coisas legais para cada coisa não tão agradável
Se você disser algo negativo para o seu companheiro, certifique-se de equilibrar a balança, dizendo cinco diferentes coisas positivas. Por exemplo, "o jantar foi delicioso","obrigado por lavar o meu carro" ou "você está bonita hoje". A razão de cinco para um não é um número aleatório. Hendricks cita um estudo que descobriu que o bom relacionamento possui cinco elogios para uma apreciação negativa. Considerando que em casais divorciados essa proporção é de  um para um. Ou seja, para qualquer coisa positiva há uma observação negativa.

8. O carinho é importante
Parece contra-intuitivo, mas manter a chama acesa demanda uma boa quantidade de afeto não-sexual, como caminhar de mãos dadas, abraçar, colocar o braço sobre o ombro do outro, etc.  Segundo Hendricks, a queixa mais comum entre as mulheres é:  "ele só me toca quando quer fazer sexo". O que elas estão realmente dizendo é que a afeição não existe mias na relação. Segundo o autor, afeto deve ser encarado como uma conta poupança da intimidade que, ao longo do tempo, pode contribuir para a relação.

domingo, 1 de abril de 2012

Nele

Sinto um amor que me acalma
Que me trespassa a alma
Varre tudo
Não deixa nada
Só o fulgor da alegria
Que sonhei sentir um dia

É como a tempestade no seu furor
Como o mar desbravador
Mas também é como a brisa
Que assopra e me alisa
Trazendo-me paz interior

Sigo seus passos lentamente
Olhos fechados, indo em frente
Com confiança, pois é fiel.
Rendo-me ao seu encanto
Pois nele não há pranto
Transporto-me para o céu.

Ele é pleno. É Eterno.
Tudo que quero, que preciso.
Para agradá-lo, só um sorriso
O reflexo da gratidão.
Confio no seu amor
Entrego-lhe toda a dor
A Ele nunca direi não.

(Marry)



.

Saiba como decifrar um mentiroso

Impostor, enganador, falso, enganador, trapaceiro, embusteiro, charlatão, dissimulado, lambanceiro... São muitos os sinônimos para a palavra “mentiroso”, mas você sabe como decifrar um deles?

Como não é apenas no dia 1º de abril que as pessoas praticam o ato de mentir, o especialista em comportamento humano Felipe Okazaki dá algumas dicas para você se transformar em um verdadeiro detector de mentiras e aprender a diferença entre a mentira de brincadeira e a mentira que realmente pode prejudicar outra pessoa.

De acordo com Okazaki, a primeira coisa a fazer é conversar com o indivíduo numa distância de no máximo 50 centímetros, frente a frente,  e tentar perceber alguns sinais:

•    Queixo enrrugado, que significa vergonha, as pessoas que mentem normalmente se sentem envergonhadas quando estão encobrindo a verdade.

•    Recuar os braços e/ou ombros quando está falando, isto significa que a pessoa não acredita no que está dizendo.

•    Mexer na boca e/ou cabelos, coçar nariz e/ou olhos, roer a unha, mexer no colarinho da camisa e/ou colar, cobrir parcialmente a boca ou rosto e coçar o pescoço.

•    Olhando para a pessoa fique atento ao movimento dos olhos, se os olhos se movimentam para a sua esquerda (direita da pessoa que está sendo observada) quando ela está contando sobre alguma situação, o campo da criação e imaginação está sendo acessados, ou seja, a pessoa está inventando uma lembrança, portanto está mentindo.

Okazaki ainda ressalta que é preciso ficar atento com as pessoas que costumam mentir mais do que dizer a verdade. Isso pode ser considerado um desvio de personalidade e precisa de ajuda médica.

sábado, 31 de março de 2012

"Deus está guiando você.
 Deixe os problemas de amanhã, 
para amanhã."
Seja humilde. 

Pois, até o Sol, com toda a sua grandeza, se põe 
e deixa a Lua brilhar.
...Não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca. Não a abandones e ela te guardará; ama-a e ela te protegerá." (Pv. 4:5-6)
Ele: - Não dói usar salto alto?
Ela: - Dói, mas garotas aprendem a suportar a dor sem cair. Mesmo quando o assunto não é sapato.
“Esperar menos não significa desistir. Antes se surpreender, do que se decepcionar.”
Clarice Lispector
“A propósito, te agradeço. Não por ter me magoado e ido embora como se nada tivesse acontecido, mas por ter me ensinado a ser mais forte. E menos tola.”
Tati Bernardi

“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”
Machado de Assis 

quinta-feira, 29 de março de 2012

A Linha Tênue entre Relacionamento e Aprisionamento

Qual tipo de relacionamento você busca para você? Nenhuma relação amorosa é igual a outra e, afinal das contas, quem dita as regras do relacionamento é o próprio casal. Então faço esse questionamento porque tenho observado ao meu redor que, de uma maneira geral, há dois tipos de parcerias: as que libertam e as que aprisionam.

Acredito que namoros ou qualquer tipo de relacionamento que seja, só funciona quando nos acrescentam algo, nos fazem crescer. O relacionamento é uma chance em conjunto de buscar felicidade e prazer todos os dias. E para isso é necessário altruísmo, é preciso que você pense no outro, que se coloque no lugar dele para antever reações e saber qual é a melhor maneira de lidar com determinadas situações. Mas estar em um relacionamento nada tem a ver com abdicar de sua liberdade individual.

Já convivi com casais que, por morarem em cidades diferentes, não permitiam que um saísse sem o outro. Ou que viviam aqueles casos de ciúme incontrolável em que olhar para o lado era motivo de briga. Também acompanhei o típico casal perfeito que se acha tão perfeito que acaba fechando-se no seu próprio mundinho. Um fala pelo outro, um vive pelo outro, o “nós” substitui o “eu” nessa simbiose louca que não sente a necessidade de mais ninguém para a vida fazer sentido.

Para viver esse tipo de relação eu declaro que não quero mais ter um namorado. Não quero ter que abdicar de mim mesma para estar em um relacionamento. Eu quero um cúmplice. Alguém que divida comigo o meu lençol e as minhas loucuras. Alguém que não vai olhar feio quando eu pedir outra dose, mas vai encher meu copo. Alguém que entenda que eu preciso ficar sozinha às vezes, mas que me escute quando eu pedir ajuda. Alguém que compreenda que eu preciso conversar com outras pessoas, que eu quero sair sozinha (seja com amigos ou amigas) e que sim: eu vou sentir tesão por outro cara, mas isso não significa que eu não te ame mais (da mesma forma como eu vou entender quando você virar o pescoço para aquela gostosa que atravessar a rua).

Amar não é somar qualidades. Amar é subtrair defeitos e não liberdades. É mostrar sua parte mais suja, mais obscura, mais subversiva e ser aceita por isso (e não apesar disso). Amar é sentir-se segura o suficiente para viver e deixar viver. Amar é acima de tudo confiar.

Apropriando-me das palavras de John Lennon: “Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí”. Eu quero um relacionamento em que a confiança seja a força motriz.

O Que Vai Ser De Você Sem Ele?

- Frankly my dear, I don’t give a damn!

Eu sempre amei a frase de desdém que Rhett Butler despejava em Scartett O’Hara na última cena de “E o vento levou” (1939), desmanchando o par romântico mais conhecido e inconstante da história de Hollywood. Rhett profere essas palavras ácidas justo quando Scarlett afirmava o seu amor por ele, e questionava-o sobre o que iria fazer se ele partisse de sua vida. É que Scarlett é uma jovem mimada e petulante, que passa o filme inteiro almejando casar-se com Ashley Wilkes, um amor não correspondido, e quando se dá conta de que realmente ama Rhett, já é tarde demais.

Essa é uma de minhas frases preferidas do cinema. Eu a amava e a odiava. Eu amava odiar o tamanho desprendimento de Rhett. Como ele teve rapidamente o estalo de não querer mais aquele amor? Como ele consegue se desvincular de Scarlett tão facilmente, igual a alguém que joga fora uma bituca de cigarro? Cadê o fim choroso, suplicoso e lamentoso pelo amor que se acabou? Como ele conseguiu perceber o momento exato em que passou a não amar mais aquela pessoa? E mais: como ele teve forças o suficiente para se desamarrar daquele amor de maneira tão prática?

Engana-se quem crê que o mais difícil de um relacionamento é o seu início, é a primeira vez, conhecer a família ou o primeiro “eu te amo”. A parte mais dura é perceber quando esse acaba. É saber ver que só restam as cinzas do que um dia foi amor. Pode até ainda ter o companheirismo, a amizade, a atração, e isso só dificulta reconhecer que o amor mesmo se foi. Tem que ter muita coragem pra não cair no comodismo de continuar a vida a dois. De voltar a viver “sozinho”, acabar com um pote de sorvete sozinho, passar o final de semana de pijama foreveralone, completar a coleção de livros de autoajuda. De levar a sério o “antes só do que mal acompanhado”.

Nascemos (e morremos) sozinhos nesse mundo, e não temos que depender de ninguém pra viver. Não devemos procurar metades que nos completem, e sim inteiros que se doem e se deem bem. Mas ainda assim é impossível ter uma visão tão prática do fim. É que quando entramos num relacionamento e deixamos uma pessoa fazer parte da nossa vida, quando nos tornamos vulneráveis mostrando o nosso pior e o nosso melhor pra aquela pessoa, é impossível não perder o chão, não faltar o ar, não dar aquele aperto no estômago, não se amedrontar ao cogitar a possibilidade de tal pessoa não fazer mais parte de nossa vida. É aí fazemos como Scartett e nos perguntamos: “E o que vai ser de mim (sem você)?”.

E é duro ouvir da boca do Rhett que ele “tá pouco se fodendo” (traduzido para o bom português amargurado), mas Scarlett também tem culpa no cartório. Ela era acostumada a sempre ter tudo o que quis, a única coisa que não conseguia era o amor do insosso do Ashley, e, exatamente por isso, ela o cobiçava. Enquanto alimentava seu amor platônico por Ashley, o sentimento de Rhett foi amargurando. É que Scarlett não soube enxergar onde estava o seu amor, e às vezes nós também precisamos reaprender a procurar. Ficamos bitolados em metas inatingíveis, alimentando sonhos irreais e ignoramos o que está a nossa volta. Precisamos descer das nuvens e prestar mais atenção ao redor, porque às vezes o amor pode estar na tua frente, mas se você demorar pra ver, quando perceber pode já ser tarde demais.

10 coisas simples que fazem uma mulher mais feliz

Não é novidade que as coisas simples – mesmo que, muitas vezes, confundidas com “coisas bobas” – são o que realmente importa no final. E também não é novidade que a maioria dos homens tem um pouco de dificuldade em enxergar a importância desses detalhes. Eis algumas:

 Eu fico feliz..

1. Quando ele me abraça do nada;

2. Quando me beija sem eu pedir;

3. Me levar pra jantar e, de sobremesa, me faz gastar todas as calorias;

4. Quando eu acordo e me deparo com ele olhando pra mim com aquela carinha de feliz;

5. Quando ele me elogia de manhã quando acordo de cara amassada;

6. Quando ele me dá colo e faz carinho no meu cabelo depois do sexo;

7. Quando ele me olha enquanto faço a maquiagem e não fica me apressando;

8. Quando ele solta elogios sem motivo;

9. Quando ele faz carinho sem esperar por sexo;

10. Quando acordo e recebo um SMS que ele mandou de madrugada

Por Casal Sem Vergonha

PROCRASTINAÇÃO É UM DISTÚRBIO CRÔNICO

Procrastinar é algo de que pouco se fala, mas que muito se faz. Embora "embromação" possa ser um de seus quase sinônimos populares, a procrastinação vai um pouco além disso. É um comportamento crônico nocivo, embora muito comum.

É aquele hábito de deixar tudo para depois: uma tarefa "chata", os estudos, o regime alimentar, as práticas físicas, o abandono de um vício, passar a economizar – coisas que sabemos que precisamos fazer, mas que, por inúmeras razões, ficamos adiando; muitas vezes nos enganando com desculpas frágeis e, não raro, falsas.

O procrastinador é alguém faz várias coisas ao mesmo tempo, exatamente para não fazer aquilo que realmente deve ser feito. Quando pensa no que de fato tem de fazer, sente-se preso e sem reação.

As consequências não raro são danosas, especialmente a longo prazo, quando, olhando pra trás, se percebe quanto tempo foi jogado fora por falta de ação objetiva.

Ao deixar de cumprir certas obrigações, decepcionamos alguém e perdemos credibilidade e oportunidades. Isso se percebe claramente na vida conjugal, no convívio familiar e na carreira profissional. Depois ficamos observando a trajetória de outras pessoas, que entraram em forma, ganharam conhecimentos e avançaram profissionalmente.

Quando vejo pessoas querendo empreender grandes mudanças de imediato, sei que estou diante de um procrastinador, porque ele fica inativo por muito tempo e, depois que percebe nos outros o quanto não evoluiu, resolve mudar tudo de uma vez.

É óbvio que não vai conseguir, porque as nossas grandes realizações são conquistadas aos poucos.

Desse modo, novamente derrotada, essa pessoa tende a desanimar e voltar a procrastinar novamente, repetindo um ciclo fadado à infelicidade.

Enquanto procrastina, a pessoa vai absorvendo estresse por uma oculta sensação de culpa, sentindo a sua perda de produtividade e cultivando vergonha em relação aos demais, por não conseguir cumprir seus compromissos.

A formação de um “enrolador” muitas vezes começa na infância. Crianças podem tornar-se procrastinadoras no futuro por conta do tratamento que recebem dos adultos. Daí a conveniência de revermos constantemente as nossas crenças, para nos livrarmos de influências negativas que adquirimos ao longo da vida.

Duas das vertentes mais clássicas são: 

- A criança extremamente protegida, condicionada a achar que sempre alguém fará por ela. Quando adulta, ela tenderá, inconscientemente, a sentir-se insegura para agir, por não ter alguém auxiliando-a.

- A criança que é exageradamente cobrada. Ela pode desenvolver a característica do perfeccionismo. Assim, ela tende à procrastinação por acreditar que, mesmo se dedicando, não conseguirá realizar as coisas de modo primoroso – e acaba postergando tudo o que acha importante.

Tratamento
A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é passível de tratamento.

Quando recebo pacientes procrastinadores, incluo no tratamento algumas recomendações que ajudam muito a livrá-los dessa anomalia. Eis algumas:

- Reconheça, quando está enrolando, que pode haver mais dor em procrastinar do que em realizar a tarefa. Muita coisa é menos complicada do que parece ser.

- Não deixe aquele afazer chato por último, para que ele não se torne urgente e o apavore ainda mais.

- Experimente a sensação de alívio e o fortalecimento da auto-estima após concluir uma tarefa e perceba que livrou-se dela de maneira positiva, enfrentando-a.

- Para encorajar-se, pense no que vai deixar de ganhar ou no que pode perder caso não realize essa atividade. Se puder escrevê-las e avaliá-las seriamente, melhor.

- Se a tarefa for muito trabalhosa, divida-a em partes e vá realizando uma a uma, com um pequeno intervalo entre elas, e comemorando (sim!) a última concluída.

- Abra-se para o novo, deixando de agarrar-se às velhas experiências e crenças. O passado não volta mais; o presente é continuamente feito de novos desafios e o futuro é construído passo a passo pelas ações do presente.

- Quando perceber que está querendo procrastinar de novo, proponha-se a atuar por apenas alguns minutos na ação que está tentando evitar. Pode ser que você perceba que não é tão desagradável quanto pensava e venha a vencê-la (touché!).

- Caso lhe seja por demais desagradável, dê-se uma pausa e passe a fazer algo útil (não pare de agir), mas determine quando voltará ao assunto pendente.

A principal vitória é vencer a procrastinação em si. Trata-se de uma vitória para a vida inteira, como a daquela criança que um dia perde o medo do escuro.

* Por Alessandro Vianna (psicólogo clínico)

quarta-feira, 28 de março de 2012

É proibido ser solteira?

 É isso mesmo, ser solteira é proibido e tudo o que você deve fazer na sua vida é se tornar mais atraente e interessante para encontrar um homem que cuide de você e a faça feliz. Ninguém é feliz sozinho.
Assustou com esse começo de texto e até foi dar uma olhadinha se estava lendo a coluna certa? Era essa mesma a intenção. Esse tipo de argumento é tão absurdo que queria que você sentisse isso, parasse pra pensar se faz sentido ler esse tipo de coisa. E não faz.
Ninguém é feliz — nem sozinho, nem acompanhado — se não conseguir se sentir feliz sozinho antes. Felicidade vem da gente, não de fora. E como você vai saber do que gosta, o que quer, quais são seus sonhos, se você não se conhece?
É difícil acreditar, mas ser solteira hoje é quase um ato de rebeldia. Ainda. É como se uma mulher não tivesse o direito de gostar mais de si do que dos outros. O homem solteiro é esperto, sabe viver. A mulher solteira é lésbica, mal amada e ainda não encontrou alguém que fizesse 'a coisa' bem feita.
Nada disso! Mulheres resolvem ficar solteiras por diversos motivos e nem sempre eles têm ligação com fatores externos. Outras vezes têm.
A verdade é que existem alguns momentos em que ser solteira pesa mais. E é aí a hora perfeita para ser forte, respirar fundo e manter a postura de solteira por opção — não por falta de.

Sair para jantar
Se você quiser almoçar sozinha todos os dias da sua vida, tudo bem. Mas se você resolver sair para jantar... É aí que todos os olhares se voltam pra você com os mais variados sentimentos, sendo os mais comuns, é claro, a dó, a pena e a cumplicidade — esse último como se dissesse "já estive sozinha, mas encontrei alguém, você vai conseguir".
Quando você for jantar sozinha, pelo menos nas primeiras vezes, é bom levar um livro. Você se senta, faz seu pedido, abre o livro e pronto, nem vai lembrar das pessoas ao seu redor. Depois de algum tempo, de alguns jantares e muitos olhares você passa a nem ligar, nem notar e ainda pode começar a achar graça.

Ir ao cinema
Não existe coisa mais gostosa do ir ao cinema sozinha. Você assiste ao filme sem ninguém comentando, não precisa se preocupar em sentar direitinho ou parecer linda no escurinho. É só você e o filme. E na hora de ir embora ainda pode ficar pensando em tudo o que aconteceu e fantasiando com a sua vida. Delícia!
É claro que as pessoas vão olhar, mas cada vez tem mais gente sozinha no cinema. E como vai ficar escuro rapidinho, ninguém vai ficar te encarando.

Barzinho com os amigos
Chega uma certa idade que parece que o mundo inteiro resolveu namorar, casar, ter filhos e seguir o "rumo natural" das coisas — como se isso existisse. E aí quando você quer ver os amigos ganha de brinde namoradas e crianças.
É aí que todo mundo faz aquela pergunta horrível: você continua solteira? Quando vai parar com essa coisa de querer ficar sozinha?
Entre gritos de criança, olhares tortos entre os casais e histórias de obrigações como ir a festa da tia-avó você só vai ter mais certeza de que fez a escolha certa.
Se não sentir isso é porque está mesmo na hora de tentar algo novo. Quem sabe um relacionamento?


Festa de família
Esse é o pior momento para qualquer pessoa que resolve se manter solteira. Família tem intimidade, te viu crescer e se sente no direito de questionar suas decisões sem pensar duas vezes.
Se você tomou a decisão de ficar solteira prepare-se para ter sua vida sondada, suspeitas de que você é lésbica, que algum homem foi muito mau com você, que você deveria se arrumar mais e até que escolheu a profissão errada. Dependendo da sua sorte, vão até dizer que você ficou inteligente demais e é por isso que os homens não se aproximam — medo.
A verdade é que se você está feliz nada disso vai te deixar brava. Você vai rir, entender que as pessoas não conseguem visualizar como é a sua vida e seguir em frente. É difícil entender o diferente e é aí que você precisa mostrar que nada é tão estranho quanto parece.

Por Carol Patrocínio

segunda-feira, 12 de março de 2012

Amor: Uma reação química

 Se os professores de química e biologia resolvessem explicar as matérias falando sobre o que seu corpo sente quando está apaixonado ou amando, com certeza seria muito mais fácil aprender. O amor, apesar de ser tratado como sentimento, é uma reação química do corpo.

Sentir frio na barriga, a mão suando, as pernas bambas e não conseguir se concentrar são efeitos de várias substâncias agindo enloquecidamento no seu corpo. O site How Stuff Works analisou algumas dessas reações físicas à sensação mais desejada do mundo: o amor.
Norepinefrina
Quando você vê o gato seu coração dispara? A culpada é ela! É como se seu coração ficasse estressado e batesse mais rápido. Você sente que sua temperatura aumenta e borboletas voam sem parar no seu estômago. Boca seca, mãos suadas e dificuldade para falar o que se está pensando também vêm daí.
Dopamina
Sabe quando você faz esportes e, apesar de cansado, se sente eufórico? A responsável é a dopamina, que deixa a gente com uma sensação de felicidade extrema e bem estar. Quando a gente se apaixona o cérebro libera essa mesma substância e faz com que você sinta que a outra pessoa faz bem a você.
Ah, essa substância é a mesma que as drogas fazem seu cérebro liberar. Tem gente que realmente se vicia no amor, não?
Feromônios
O cheiro da pessoa amada é sempre delicioso, mas também acontece de você adorar o papo com alguém, mas quando se aproxima, o cheiro não bate e aí a gente diz que não tem química com o gato. Essa química são os tais dos feromônios, que mandam mensagens químicas ao cérebro dizendo que você fez uma boa escolha.
Sabe aquela coisa de sentir um cheiro e lembrar daquele ex de mil anos atrás? Culpa deles!
Testosterona
Sim, o hormônio masculino é responsável por nos deixar com vontade de fazer sexo. Os homens têm esse hormônio na saliva e quando chegam no nosso corpinho através do beijo nos deixam queimando por dentro.
Ocitocina
Ela é chamada de hormônio do amor e é liberada em partos, deixando a mulher mais tranquila e relaxada. Dizem ainda que essa substância fortalece os laços de mãe e bebê.
Com os casais não é diferente. A ocitocina faz com que você se sinta em paz ao lado da pessoa amada. Sabe aquela sensação de que o mundo podia acabar que você ainda estaria feliz? Ela é a culpada!
Genes rivais
Nosso suor e saliva liberam uma substância chamada MHC, que é um conjunto de genes que controla a superfície celular de moléculas. Quanto mais diferente essa substância for daquela liberada pela outra pessoa, maior será a atração. Já ouviu dizer que os opostos se atraem? Nesse caso funciona!
Sendo uma coisa química ou um sentimento, a verdade é uma só: amar é uma delícia!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Homens, fiquem ligados!

Tenho uma teoria que chamo de “Teoria do Carimbo”, cada vez que conhecemos alguém abrimos um passaporte em branco que contará sobre nosso caminhar juntos. Cada passo e experiência que vivemos com essa pessoa é contemplada com o bater de um carimbo – verde ou vermelho, tudo depende.  Analise: por mais que tentemos fazer o contrário, é impossível. Na tentativa de compreender quem é aquele novo cara que conhecemos, estamos a todo o tempo qualificando e quantificando a forma como ele se mostra.
Homens, atenção – pequenos detalhes fazem toda a diferença, uma atitude fora do contexto pode levar sua noite por água a baixo. Será que as suas atitudes  a fazem pensar que você vale a pena ou a deixarão de bode?

1- Falta de atenção

Motivo da eliminação: Queremos alguém que se interesse em nos decifrar, que preste atenção nas coisas que gostamos, falamos, pensamos…
DICA: Mulheres são sutis, preste atenção em como ela reage quando te vê, nas respostas que da para suas perguntas. Para conquistar uma mulher é preciso antes saber como conquistá-la. Afinal como diria Mário Quintana, “quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação”.

2- Falar mal do ex-namorado dela

Motivo da eliminação: Ex é igual mãe, cada um fala mal da sua, o contrário pode te colocar em sérios apuros. Por mais que ela dê a deixa, contenha-se.
DICA: Ela está com você, não com ele, relaxe!

3- Fazer “racha” com o carro que te fechou

Motivo da eliminação: Isso significa que você não sabe ser contrariado e tampouco tem controle sobre seus impulsos.
DICA: Aumente o volume e acompanhe o refrão junto com a Beyoncé, isso relaxa e vai fazê-la morrer de rir. Bom humor com certeza irá lhe conferir pontos extras.

4- Jogar lixo no chão

Motivo da eliminação: Acho que não precisa explicar.
DICA: Peça para ele guardar o lixo em sua bolsa. É dois em um: postura ecológica + livre do lixo.

5- Ter que ouvir “É só um pouquinho, eu tiro antes!”

Motivo da eliminação: Ou você está subjugando sua inteligência ou  não é mesmo muito esperto.
DICA: Vá até a casa da sua mãe, busque pelo livro de biologia da 7ª série e veja o quão estúpida foi sua proposta.

6- Beber demais

Motivo da eliminação: Não queremos cuidar de marmanjo na balada, nem passar vergonha alheia, procuramos alguém que saiba controlar seus copos e chegar em casa em sã consciência para o segundo round.
DICA: Nem o mundo nem a cerveja vão acabar amanhã, pegue leve!

7- Só falar de dinheiro

Motivo da eliminação: Quem precisa expor bens e conta bancária para conquistar alguém é porque não deve ter muito além para oferecer.
DICA: Se você tem rios de dinheiro, um porshe ou um iate use-os na hora certa; como no dia em que você decidir raptá-la do trabalho para ver o por do sol na praia. (ps. Se o que você busca é uma “piriguete”, desconsidere a dica acima e esbanje a vontade.)

8- Não saber fazer nada em casa

Motivo da eliminação: Os tempos mudaram, há tempos aliás.
DICA: Faça um intensivão básico: fazendo arroz, colocando a roupa na máquina, regando as plantas. Essa dica pode lhe render um carimbão verde quando nem você imaginava.

9- Medo de se relacionar

Motivo da eliminação: Não conseguimos entender homens que lutam jiu-jitsu, vão à final Corinthians e Palmeiras, pulam de paraquedas e que mesmo assim tem medo de dizer que gostaram de estar com a gente. Mulheres não mordem, só em horas propícias.
DICA: Pense menos que ela quer te acorrentar e sugar teu sangue. E se por acaso isso já aconteceu com você, não desconte isso em todas as outras mulheres do mundo, provavelmente foi você que se relacionou com as pessoas erradas. Dê-se a chance de conhecer alguém legal.

10 – Ser egoísta no sexo

Motivo da eliminação: Um relacionamento (mesmo que seja puramente sexual) só é legal para os dois lados se os deveres e os direitos forem equilibrados. Ninguém é casa de caridade para transar somente em nome do prazer do outro.
DICA: Se esforce mais. Se não sabe como dar prazer para ela, pergunte. A recompensa sempre chega.


Autor: anônimo

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Ontem, dia 10-02-12, foi o último dia de uma longa etapa da minha vida, que foi muito importante, mas que AGORA acabou. Hoje é o início de nova fase, um novo recomeço. Terei muito para escrever nas próximas páginas em branco da minha existência...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Confiança é o bem maior

               Confiar é o maior desafio do ser humano.  

        A natureza animal desconfia, examina, observa quando se trata de encontrar um outro ente, seja caça, seja predador. No entanto, em relação ao ciclo natural das coisas—que no nível do puro instinto animal corresponderia à fé para os humanos—, todas as criaturas parecem andar descansadas. Elas se estudam no chão, no plano dos enfrentamentos, mas carregam em si a confiança da vida-não-consciente quando se trata de simplesmente existir. 

       Nós, humanos, todavia, nos tornamos seres plenos de desconfiança. A inteligência pode se tornar em armadilha, e a sabedoria em astúcia; de modo que ser inteligente e sábio permite ver que a antítese de tais virtudes pode ser laço e armadilha. Nossa desconfiança é fruto de nossa “inteligência possessa da certeza” que o conhecimento do bem é também conhecimento do mal. 
 

       No fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal só há dúvida e desconfiança! Essa é a única certeza que dela provém!
 

       Confiança, portanto, é algo que para existir num homem precisa se impor contra todos os seus instintos de inteligência-caída, e programada para desconfiar. 
 
       No homem até o instinto da vida se tornou desconfiança!
 

       Além do quê, para os humanos, confia-se apenas como entrega na impotência, pois, se ainda se crê que nosso próprio braço pode mover alguma coisa, será ele que usaremos, visto que os humanos parecem pensar em confiança apenas como o recurso a ser buscado quando nenhum poder humano se faz disponível. 
 

       Confiança assim não é confiança, mas apenas resignação de natureza psicológica.
 

       A verdadeira confiança é um estado da fé, quando se transforma em entendimento espiritual, o que torna a confiança não apenas em algo como um ato, mas sim como a realidade de um estado permanente, no qual os atos em si são feitos da matéria prima da própria confiança.
 

       Mas como e por que alguém confiaria no invisível?
 

       Ora, a questão é que todas as coisas que são, são como são. Portanto, sem confiança e fé, na muda na Terra, posto que somente a fé projeta o que é bom, mesmo que ainda não exista como fato concreto. 
 

       Somente a confiança muda o mundo que nos cerca; mas para que isto aconteça, ela antes tem que ter mudado o mundo interior do homem que diz experimenta-la.
 

       Na falta de confiança, todavia, subsiste apenas a desconfiança da sobrevivência, e que é infinitamente mais aflita que a luta de uma fera pela vida, posto que nossa inteligência caída nos remete sempre para as piores conclusões da inteligência inclinada para o mal, pois que o mal existe em nós; daí ele ser projetado como imagem de nosso interior sobre o mundo, e como todos fazem assim, nos defendemos uns dos outros, e nos matamos em desconfiança.
 

      Somente a fé que permanece confiante é que carrega consigo as certezas de coisas que se esperam e a firme convicção de fatos que se não vêem.
 

      Confiança, portanto, não se entrega pela metade, nem nos provê com suas bênçãos se a entrega a ela não for total. E o “total” nesse caso é apenas aquilo que se transforma em descanso. De tal modo que
a confiança é medida pelo descanso que a alma experimente enquanto confia. 

      Confiança deve ser o estado do ser pacificado com Deus. Por outro lado, ninguém é pacificado em Deus se não se entregar em confiança ao amor e à fidelidade de Deus.
 
Confiança é fruto de alguém saber que nada pode separá-lo do amor de Deus!
 

      Quem assim crê, assim vive!
 

Caio

VÔO DA ÁGUIA

Importa-me estar com você
Importa-me olhar e ver
seu íntimo, seu ser.
A luz que se desvanece
O futuro que se obscurece
Sem nada poder fazer.

Sua dor me comove e dói
Sinto o abismo que te corrói
A alma que sofre e implora
O indecifrável que ti devora.
Revolvo-me na angústia,
Sem palavras a dizer
Que aliviem o teu sofrer.

Ora clamo, ora choro, nada posso...
És prisioneiro de ti mesmo.
Entrelaças tuas cadeias
Despedaças teus ideais.
Porém, sonhas que algum dia
Fugirás em pleno vôo
Seguirás noutro caminho
Carregando os teus espinhos.

Eis que te ofereço
A liberdade do meu amor
Entre lágrimas e suspiro
Alegro-me com o teu partir.
Pois sei que só assim
Atrairei até mim
O amor que desconheci.

(Sally)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Vale a pena ler e refletir! Será útil à sua alma.

O CULTO AO TRAUMA DE EXISTIR!

Certas realidades da vida — e aqui falo das implacáveis, e, portanto, inevitáveis —, são as mais qualificadas expressões e ilustrações do significado do autoengano humano conforme sua atual construção na alma humana.


Por exemplo, todos os seres humanos cedo sabem que um dia irão morrer!...

Hoje, no entanto, tal certeza não existe como admissão natural; posto que exista de modo psicologicamente e subjetivamente negado para grande parte das pessoas no mundo urbano/moderno/ocidental.

De fato, no passado, logo, logo se sabia... Sabia-se que nossos avós morreriam, ou que tendo sido antes importantes para a família, já se tinham ido..., e isso antes mesmo que chegássemos a nascer; assim como também se sabia depois de uns poucos anos — e apenas se a morte prematuramente não impusesse tal realidade à consciência da criança como fato/perda... — que nossos pais também haveriam de um dia morrer; o mesmo acontecendo a todos os demais seres humanos... E assim era pelo menos em tese [...], em razão de que as pessoas tratavam o morrer com familiaridade simples quando ele acontecia [...], especialmente se seguisse o fluxo natural dos anos; ou seja: na velhice.

Além disso, as crianças eram expostas aos funerais, os quais, quase sempre, aconteciam no ambiente da casa, para o qual todos os parentes e amigos vinham [...] a fim de velarem e reverenciarem aquele ente amado que partira. Desse modo, pelo menos do ponto de vista da admissão da realidade da morte, as crianças e os adultos estavam muito mais preparadas do que hoje para a inevitabilidade da morte.

Sim; poder-se-ia sofrer, mas sabia-se que era assim mesmo que as coisas eram...; poder-se-ia evitar tais conversas, em algumas famílias, mas não se criava uma fuga temática deliberada de tal realidade; posto que todos soubessem que morrer era inevitável; embora, na pratica, a alma, na maioria das vezes, vivesse sem contar com aquela possibilidade como risco aflitivo do cotidiano.

Do mesmo modo se sabia que os filhos iriam crescer e partir; e, em algumas culturas, havia data predeterminada para que isto acontecesse; e, quando o partir não significasse uma grande mudança geográfica, seria minimamente uma mudança de status em relação aos pais; posto que chegasse a hora do filho [a] tornar-se adulto para si mesmo e para o mundo. Em muitos casostal tempo de emancipação inevitável, implicava em passar a morar longe; e todos estavam cônscios de que assim seria; embora, na maior parte das famílias, especialmente as mães buscassem viver sem muito pensar naquele dia, até que ele chegasse... Todavia, em geral, não havia nenhum trauma que se chamasse natural em relação a essa sequencia da vida.

Adoecer também era parte simples do existir; em qualquer tempo, idade ou fase da vida. Do mesmo modo em que se sabia que filhos poderiam “não se criar”, e, assim, morrerem prematuramente. Era normal ouvir-se de pais que haviam gerado 12 filhos, mas que apenas oito haviam “se criado”; posto que os demais tivessem morrido antes da hora, fosse por doença, acidente ou qualquer outra forma de intervenção da existência.

As mortes do avô ou da avó, por mais saudosos que se tornassem, também era parte da hora, do tempo, da estação; ou seja: do fluxo natural da existência.

De umas décadas para cá, no entanto, tem-se tentado afastar o fato da morte da percepção de todos, especialmente das crianças e adolescentes; posto que morrer, ainda que seja um fenômeno inevitável, tenha se tornado,psicologicamente, objeto de uma atitude de evasão quanto à inclusão da sua realidade como fato simples, natural e inerente ao mero existir.

O que se nota é que o fenômeno urbano [com suas complexificações], associado ao culto à psicologia do trauma da alma, fez com que todos esses temas sejam tratados em estado quase permanente deautoengano em todas as famílias e almas humanas.

Prova disso é o modo como se trata o assunto quando alguém fala em morte. Sim, logo alguém diz: “Vira essa boca pra lá!”; ou, então, se questiona com reprovação: “Que papo é esse?”; e se houver criança presente no ambiente, inevitavelmente alguém ou muda de assunto com um olhar civilizado de reprimenda a quem introduziu o tema; ou mesmo diz aos pequeninos: “Não ouçam o que ele [a] está dizendo; ele [a] está brincando!

Ora, a morte não tem que ser tratada com indiferença jamais, mas com naturalidade sempre; mesmo a morte que aconteça como um acidente ou um anacronismo; posto que existir é estar dentro do ambiente da possibilidade frequente do morrer...

Entretanto, não é mais assim; sendo esta a razão pela qual as pessoas fiquem tão devastadas ante a morte.

Hoje, o que se vê para todos os lados, são casais em tratamento de depressão grave até anos depois de terem perdido um filho que nem chegou a nascer... E se tiver nascido e sido levado na infância, o trauma para alguns pais parece ser de um poder tão devastador que, para alguns casais, não existe nem mesmo mais a possibilidade de que eles vivam juntos como casal [...] em razão da morte do filho [a] que lhes era comum. Então, divorciam-se em face da morte!

Em uma escala não tão abrangente ou generalizada — porém muito presente na classe média e entre os ricos — está a realidade de que os filhos vão crescer e sair de casa. Assim, com o prolongamento dos cursos acadêmicos obrigatórios, adia-se como se pode tal realidade, a qual, no passado, até em razão dos estudos se impunha cedo na existência.

O fato existencial simples é que a psicologia e a urbanidade com seus complexismos [...] desenvolveram um processo de evasão humana de tais naturais fatos do existir.

Psicologia enfraqueceu a alma humana com o seu culto profissional ao trauma como um poder devastador a ser “tratado”, “trabalhado”, “classificado”; e [ou] devidamente “medicado” e “processado”.

Já a Urbana/Modernidade — com seus recursos médico/hospitalares, ou mesmo com os meios científicos de prolongamento da existência — sendo isto também vinculado a uma grande expectativa redentiva e salvadora que se atribui à ciência médica —, desenvolveu uma expectativa falsa sobre a vida; de um lado hipertrofiando o significado traumático das perdas como traumas, e, de outro lado, pela mesma razão, fragilizando de modo horroroso a alma humana para tais enfrentamentos naturais; os quais, mais cedo ou mais tarde, sejam inevitáveis.

A realidade simples é também esta: a humanidade que tem acesso aos meios de comunicação e aos recursos da modernidade [...], existe em estado de alienação e autoengano sobre o significado natural da morte, da saída dos filhos de casa, do desenvolvimento natural dos filhos; e, portanto, existe em estado de culto ao trauma; e mais do que isto: em estado de fuga ou de tratamento da dor...

Assim, até a menstruação da mulher se tornou algo novo para o mundo, para a família, para as dinâmicas relacionais do casamento, etc... — depois que a TPM se tornou um direito minimamente semanal ao surto e ao descontrole justificado.

O mesmo se pode dizer da aposentadoria; a qual, no passado, era ambicionada e almejada como premio ao envelhecimento; tempo no qual se curtia o ócio do lazer como coroamento do trabalho de toda uma existência; mas que, hoje em dia, chega como punição pelo envelhecer; e isto não pela alegria de trabalhar, mas como pânico da velhice e da morte; ou até como perda de significado social que o “estar na ativa” supostamente confere como status na modernidade des-significada de sentidos mais profundos de ser para a alma humana.

Também existe em tal pacote traumático a negação do envelhecimento, o qual se busca adiar ou mesmo nem nele pensar, mediante “cirurgias plásticas”, ou através da negação da idade, ou da adolescentização da velhice; fato este [o envelhecimento] que produz a assustada fragilização psicológica dos mais civilizados [...] ante os agentes naturais da existência [agora interpretados como traumas]; o que produz gerações cada dia mais antinaturais frente aos fatos sabidos e simples da vida.

Como já disse antes a impressão que me dá por vezes ao atender e ouvir as pessoas, e também ao observar aquilo que as “traumatiza” de modo “devastador”, é que estamos como que vivendo numa espécie de existência de game, de jogo de computador, de uma busca permanente de uma vida de desenho animando, ou mesmo de um mundo ao estilo cibernético do “Ambiente Second Life”.

A constatação que daí decorre implica também na observação do enfraquecimento da alma humana; cada dia mais despreparada para lidar com os fatos da existência sem transformá-los em “trauma devastador”.

Viver, cada vez mais, implica em existir em crise de tudo e com trauma de quase tudo!

Isto porque, além do culto ao trauma [legado da Psicologia], existe-se também em estado denegação da natureza das coisas [...]; bem como, do mesmo modo, vive-se em estado de imersão na existência sem nenhuma graça de transcendência, o que faz com que a morte e os demais fatos simples da vida, sejam tratados o tempo todo como crises traumáticas hipertrofiadas.

Ora, a gente vê pessoas sendo tratadas psicologicamente quanto à morte ou o sumiço de cães domésticos, de pets familiares, e de quase tudo que, estado vivo, possa morrer ou desaparecer. Tamanha é a banalidade de tal estado de fragilidade!

Devo também acrescentar que a caracterização do Bulling faz com que crianças hoje fiquem mais traumatizadas por outras crianças na escola do jamais antes. Sim, pois, em todas as épocas, crianças foram molestadas e chateadas por outras crianças nos ambientes públicos ou escolares. Hoje, porém, tal importunação ou violência — das quais na minha geração quase ninguém escapou, mas passou por elas quase sempre sem trauma —, demanda assistência especializada e tratamento prolongado; não que o Bulling não tenha que ser enfrentado mesmo e com energia; porém, não com a superlativização do seu significado psicológico enfraquecedor e inevitavelmente traumatizante; evitando-se assim o direito traumático que se oferece à criança chateada ou incomodada por tal desconforto ou agressão.

O fato é que a alma humana, mesmo sendo sensível ao extremo, no passado era muito mais forte do que hoje — prova disso é que as grandes evoluções da filosofia, da teologia e da psicologia aconteceram no tempo em que tudo o que hoje é “trauma” [...] não passava apenas da categoria de fatos naturais da vida.

A alma precisa ser sensível sem ser frágil. Sim; a sensibilidade da alma não tem que ser sinônimo de fraqueza da alma!

As almas mais poéticas, mais filosóficas, mais psicológicas, mais sensíveis que já passaram pela História Humana, foram também as mais fortes [...]; e, paradoxalmente, as mais expostas à dor, ao trauma, e à percepção como experiência do desconforto.

Na Bíblia o maior exemplo disso são os salmistas, os profetas e os apóstolos, os quais, submetidos a toda sorte de perdas, traumas e privações, tornaram-se, toda-via, os seres mais fortes que já se conheceu ante a face da morte, das perdas, dos traumas, das angustias, dos desprezos, das rejeições, dos desconfortos e dos anacronismos e casuísmos da existência.

O fato é que este mundo de fugas da realidade e de falta total de naturalidade ante a natureza natural das coisas [perdoe a redundância deliberada nas palavras usadas], acrescido da morte da transcendência do ser e do espírito, tornou-se um ambiente humano traumatizado pelo efeito do autoengano que trata a existência como se ela fosse um game, ou um desenho animado, quando seus personagens não morrem de fato, ou que, quando morram, a gente possa simplesmente reiniciar o jogo [...]; posto que “game over” não significa jamais que o jogo acabou mesmo.

Estou escrevendo isto num domingo de manhã, depois de acordar lembrando-me do tempo que uma hora dessas a minha casa estava cheia de falas e conversas de filhos, e que o almoço seria uma algazarra de brincadeiras e conversas; sendo que hoje, com um dos meus filhos no céu, e os demais todos adultos, a casa está vazia, mas meu coração está também sem nostalgia; ao contrário, está grato pela verificação de que todos eles se tornaram o que nasceram para ser; ou seja: entes separados de mim, que me amam, mas que vivem de si mesmos, enquanto em tenho a chance de envelhecer em estado de contentamento e aproveitamento desta nova estação da minha existência.

E mais: estou feliz também com o fato de que nenhum deles seja frágil ou traumatizável por qualquer coisa ou realidade natural da vida. Nenhum deles é invulnerável, porém, também, graças a Deus, nenhum deles está despreparado para os fatos simples, possíveis e naturais do existir, como a morte dos pais, dos avós, de filhos [não sem dor e dor], dos amigos; e, também, não sem a consciência de que a vida seja assim mesmo!...

Fugir de buscar que assim seja [...], não tratando tudo com naturalidade, cria o autoengano da imortalidade, a síndrome do ninho vazio, o culto ao trauma, e todas as formas de fragilidade que somente tornam a existência, paradoxalmente, um viver de muito mais dor em face da negação do que seja simples e natural [...], e até implacável; ou seja: ante tudo aquilo que se busca negar!


No filme “O Auto da Compadecida” [Auto da Compadecida (filme) – Wikipédia, a enciclopédia livre ] um dos personagens repete constantemente a mesma frase a fim de explicar o inusitado da existência; frase essa que, de fato, deveria ser parte não do nosso simplismo, mas da simplicidade do nosso existir.

A declaração é esta:
Ah! Eu não sei como é que foi... Eu só sei que foi assim!

Ora, viver em Deus demanda esta declaração como fato simples da fé confiante. Afinal, o que passar disso é loucura; posto que de fato eu não saiba como as coisas são, e, na maioria das vezes nem mesmo o seu por quê [...]; embora, pela fé, com tranquilidade, eu saiba que elas foram como foram; e, por-tanto, pronto; e, por-tanto, basta!...

Foi Jesus Quem disse a Pedro: “O que eu faço não sabes agora, compreenderas depois...”.

Nele, que não nos criou para chorar além da bem-aventurança dos choros de consolação,

Caio
29 de janeiro de 2012
Brasília
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