domingo, 30 de junho de 2013

O Amor é a saída



Quando eu tinha cerca de 14 anos li o livro O Exorcista, que a maioria conhece ou pelo menos já ouviu falar, o qual foi transformado em filme. Fiquei impactada pela história, sobretudo por ser apenas uma adolescente sem grandes conhecimentos espirituais. Por certo eu sabia que o enredo era fictício, mas não descartava a possibilidade real de alguém ser possesso de demônios. Afinal, eu era católica e cria na Bíblia, mesmo sem conhecê-la a fundo.

Foi meditando nos problemas espirituais humanos nos últimos dias que lembrei desse episódio, o qual achava-se enterrado nos arquivos da minha memória. Naquela época, minha imaginação de menina me ensinava que a personagem possessa da história poderia ser liberta apenas pelo amor, já que os sacerdotes religiosos não conseguiam o intento de forma fácil e definitiva. Eu refletia: o mal que está nela (na personagem) não convive com o amor ou com o bem, portanto, se o amor direcionado a ela for maior e mais forte, ela será liberta do atormentador.

Hoje, já adulta, verifico que o drama das possessões demoníacas continuam ocorrendo tanto quanto aconteciam nos tempos de Jesus na Terra. Espírito imundo é todo estado de alma em que a maldade está instalada. É toda alma que se acha atormentada pelo medo, pelo ressentimento, pela lascívia, pelo ódio e por todos os sentimentos que caracterizam o mal.

Jesus soube lidar com todos os possessos que encontrou pelo caminho. Ele não usou cruzes, nem água benta e sequer longas orações ou vigílias. Sendo Deus encarnado, empregou a única ferramenta que lhe é própria: a determinação do Amor. A todos quantos libertou Ele primeiro os amou. Amou sem preconceitos, sem rotulos e sem julgamentos. Apenas exerceu amor.

E é disso que todos os prisioneiros das trevas precisam: serem amados incondicionalmente. Afinal, a luta não é contra eles, mas contra o que vai na alma deles. Cada um percorre na vida - por escolha condicionada ou por opções não escolhidas - um caminho que o conduz ao estado em que se encontra. Daí a premissa de a ninguém julgar e a todos amar. O Amor liberta, pois Deus é Amor e a ninguém aprisiona. Creia, essas não são meras conjecturas de menina.



Salete Marry  

sábado, 8 de junho de 2013

A energia do amor

Inspiração de Salvador Dalí 
Ontem eu estava leve, bem leve. Ia dirigindo tranquilamente por uma avenida movimentada de Brasília - muitos carros e pessoas transitavam - e eu estava indo ali, no meu Agora. Não pensava nada objetivo, apenas estava alegre, orando e agradecendo a Deus por aquele momento. Posso afirmar que estava feliz, mesmo.
E eu dirigia e olhava tudo em minha volta, coisa que raramente faço. Procurava olhar especialmente as pessoas, nos olhos. Parei num semáforo e notei uma moça morena, meio gorduchinha, que oferecia pipocas para os motoristas. Ela estava acompanhada de um homem magro que também vendia pipocas. Olhei-a nos olhos e ofereci-lhe um sorriso. Ela correspondeu também sorrindo e perguntando, naturalmente, se eu queria pipocas. Disse que não, meneando a cabeça, pois dentro de mim já me sentia grata em vê-la ali, trabalhando alegre, em meio ao atabalhoado trânsito para ganhar seus trocados. Ela seguiu.
Não me ocorreu comprar a pipoca apenas para ajudá-la, mas senti-me inclinada a orar abençoando-a por ser uma pessoa criada por Deus, que tem um espírito e que carece de proteção e amor, muito amor. Como todos nós, é claro. E foi com esse sentimento que dei partida no carro e segui o meu caminho. Porém, ao sair, ouvi atrás de mim um grito da moça dizendo ao seu companheiro:
- Nossa, quase morri atropelada! Foi Deus que pós a mão!
Olhei para trás e a vi trêmula, mas sorrindo de gratidão pelo livramento. Também sorri e senti-me intimamente grata a Deus por tê-la livrado. É isso que o Amor faz, sem nem mesmo dizer palavras.

(Salete Marry)
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