segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Em Ti

Sou humana
Sou pequena
Sou dependente da Tua força
Sozinha, não consigo ser perfeita

Mas posso ir além
Além de mim
Além dos sonhos
Além de tudo

Posso
Porém, contigo
Através de Ti
Em Ti

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Leão da Tribo de Judá
               Quando meus olhos contemplaram essa pintura pela primeira vez, confesso que fiquei impactada! Me impressionou a forma, os traços e a mensagem. Senti que cada pincelada e cada gota de tinta ali estampadas não foi obra do acaso. Elas tinham que estar ali, se harmonizando para compor a tela.
                A arte, na minha opinião, é a expressão da essência divina através do homem e para o próprio homem. Parece-me como um leve sopro de Deus, que chega até o artista como um insight, atingindo-o em cheio. É simplesmente um dom celestial exprimir-se dessa maneira! Aqui incluo todas as formas de expressão artísticas, como as artes plásticas (cores/formas), a música (sons), a dança (ritmos) e o teatro (alma/sentimentos/emoções). Assim, os elementos da criação servem ao seu Criador.


Salete Marry   

sábado, 29 de março de 2014

REFLEXÃO




Ontem, dia 28 de março de 2014, fui intimada a fazer parte do corpo de jurados , no Tribunal de Justiça de Caldas Novas (GO), no julgamento de um réu acusado de tentativa de assassinato.  Não pretendia participar desse processo devido às minhas convicções acerca dos princípios divinos que regem a nossa existência, porém não poderia me escusar, sob pena de pagar multa de 01 a 10 salários mínimos. Fui. Entretanto, quando a juíza leu as condições passíveis de dispensa, encontrei uma que serviria de argumento para me eximir de tal obrigação: a opinião pré-concebida para condenar ou absolver o acusado. Sinalizei para a juíza que eu me enquadrava em uma das cláusulas e ela pediu que me manifestasse. Então, declarei diante do tribunal, que iria participar como jurada por mera obrigação, mas minha posição é não julgar ou condenar nenhum ser humano, pois creio em Deus e Ele não me dá esse direito.

Percebi as expressões de espanto nas feições de todos os presentes, mas não me intimidei. Antes que eu acrescentasse mais argumentações ao meu posicionamento, a juíza e o promotor de justiça, bem como os advogados presentes, me dispensaram do processo de julgamento. Na oportunidade, pretendia dizer ainda que eu não poderia estar apta a julgar alguém sem conhecer a sua história, as circunstâncias que cercaram a sua vida desde a infância, a educação que recebeu ou a ausência dela, assim como o seu estado psicológico, me referindo aqui às suas fraquezas e limitações humanas. Também não teria como medir, durante o julgamento, o grau de arrependimento (ou não) do jovem por desconhecer a intimidade do seu coração.  Afinal, creio que todos nós merecemos uma segunda ou terceira chance de acertar ou corrigir as falhas que cometemos. Naquele momento lembrei-me da célebre frase de Jesus: “Quem não tiver pecados que atire a primeira pedra”.

Convém ressaltar que, apesar da firmeza das minhas convicções, respeito a opinião daqueles que defendem o julgamento ou condenação dos infratores e até assassinos. Admito que estes não devem andar impunes nas nossas ruas colocando em risco a segurança das nossas famílias. Contudo, esbarramos aqui em um outro agravante, que é o nosso sistema prisional. As cadeias estão superlotadas de criminosos e infratores incorrigíveis. Muitos ficaram espantosamente piores do que quando entraram devido à convivência diária com mentes desajustadas e atitudes violentas. Depois, decorrido o tempo da pena, estes são lançados na sociedade e voltam a praticar crimes ainda mais graves. Cabe aqui a pergunta: - Convém condenar para tornar o ruim em alguém muito pior?

Julgo a mim mesma nesse momento acerca da questão. Participo ou me omito? Nem isso, nem aquilo. Decido levar a público minha opinião a fim de provocar um leve despertar nas consciências, sobretudo das autoridades jurídicas, legislativas e executivas do nosso país. É quase insignificante o que ouso fazer para mudar nossa realidade social, mas ainda assim faço. Na qualidade de professora e jornalista, defendo com veemência a educação de qualidade, a segurança pública eficaz e saúde para todos. No que diz respeito e mim mesma, esforço-me para dar o exemplo e falar a Verdade – a única que liberta e cura.

Marry

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Entre espinhos

Essa máscara que nos afasta
Insensibiliza seu ser
Monstrifica sua alma
Mortifica meu querer

Onde está você?
Porque deixou morrer?
Se escondeu nas sombras do medo!
Flutuou na glória de ter!

Entre um caminho e outro
Oscila o teu viver
Olho, não consigo te ver.
No fundo, bem lá no fundo
Nem sei se existe você.

A esperança de te reencontrar
Já sumiu do meu olhar
O tempo nos arrasta pra longe
A distância se distrai com lembranças
A perda prova o amar

Tanta dor pra suportar
Tantas mudanças pra assimilar
Tanto vazio pra ocupar.
Me valho de singelos versos
Úteis pra expressar
Palavras que falam ao ar.

20/02/2014 - A sentença

As aventuras de Pi

Senti a areia da praia fofa e macia no meu rosto, como se fosse a bochecha de Deus. Olhei pra frente e o vi partindo. Imaginei que ele pararia, levantaria as orelhas e se voltaria para despedir-se de mim. Mas não o fez - seguiu em frente, rumo ao seu destino, sem olhar pra trás. E o monstro, que me manteve vivo pelo medo, se foi, partindo o meu coração...

Entendi que a vida nos leva ao desapego..

Insight!!! A despedida

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Amor, imortal Amor



O Amor é a mola propulsora que move o ser humano. Acredito firmemente nesta verdade, pois pude comprová-la muitas vezes em minha experiência empírica. Não falo do amor romântico ou do amor eros - aquele das grandes paixões que chegam a fazer loucuras em nome do sentimento. Aliás, amor, na minha opinião, não é um mero sentimento, daqueles que tiram você da rota. Esse é frágil e instável. O Amor no qual acredito é forte, durável, constante, confiável e compreensivo. 

Declaro o meu amor por esse Amor que é incondicional. Isso mesmo: aquele que não vê nossas miseráveis condições humanas. Ele não se firma nas limitações e fraquezas do ser para continuar existindo. Ele vê a nossa essência e o que há de mais excelente em nós. Não é tolo para ignorar nossas falhas, é claro. Porém, não se apóia nelas. Na verdade, ele se esforça para nos melhorar através dele mesmo. O Amor se doa com generosidade e não busca seus próprios interesses. Aparentemente ele não ganha nada com isso, mas sua recompensa é o simples prazer de amar e ser Amor.

"O Amor é forte como a morte... As muitas águas não podem afogá-lo. Se alguém oferecer todos os bens de sua casa pelo amor, seria de todo desprezado." (Cantares 8:6-7)                    Out/95

Por Salete Marry

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O OUTRO LADO DO AMOR


Nada como uma viagem para fora do nosso sistema solar provincial para observarmos melhor outros lados, como, por exemplo, o outro lado do amor.

Quando amamos verdadeiramente desejamos estar perto, mesmo que seja de uma proximidade virtual. Desejamos estar atentos ao outro, objeto do nosso amor, aos seus desejos e necessidades. Quando então temos a graça da reciprocidade, sabemos que o objeto do nosso amor, também nos deseja por perto, também espera ouvir a nossa voz, sentir o nosso cheiro, contar com o nosso sorriso acolhedor e com o nosso braço forte e até mesmo com a nossa fragilidade.

Nosso amor cria ou deveria criar compromisso, pactos ostensivos ou selados pelo silêncio do mútuo consentimento. Mas quando algo se põe entre nós e o recipiente de nosso amor, uma noite sem lua se cria de repente. O outro lado do amor é a ausência, o vazio. Não apenas o vazio acostumado, aquele que sabe não existir nada e por isso resigna-se. Mas um buraco negro faminto de presença. Falta o som da voz, o cheiro, as coisinhas irritantes que tecem a normalidade de um cotidiano de convivências. A rotina tão mal falada se quebra e ai sim vem compor a lista do "faz falta".

O outro lado do amor é a ausência de tudo que é concreto no amor: o toque, a visão, a audição, a certeza da presença real do outro a quem amamos. Vocês poderão dizer: mas a distância é revigoradora das relações amorosas, e eu terei de concordar. Mas isso não muda uma vírgula nos sentimentos que a ausência do real nos concede. Talvez as minhas filhas estejam sentindo falta não apenas de mim, mas das vitaminas que preparo para elas todas as manhãs, da minha irritante insistência para que comam mais "verde" nas refeições. Meu cachorro sente falta das pontuais caminhas pela manhã e a tarde? Certamente. Meu filho acostumado à distância deve sentir a lacuna das nossas intermináveis discussões sobre os destinos da humanidade e sobre qual é o melhor atacante do Flamengo na atualidade.

O outro lado do amor não é o ódio, ou a solidão, mas a fome pela falta de alimento amoroso.
Uma viagem longa e para longe é como observar o próprio corpo lá embaixo de uma perspectiva mais elevada. Somos agentes e ao mesmo tempo testemunhas de nosso andamento. Do alto de nossa leveza etérea sentimos a liberdade de movimentos, mas também sentimos a falta de substancialidade, de corporalidade. Estar preso ao chão é limitante e sacrificial, mas estar solto ao vento é assustadoramente vaporoso. Afastar-se como agora estou afastado pode proporcionar boas e velhas lições, como por exemplo, não perder tempo com afastamentos presenciais, coisas da estupidez do Ego, perdas de oportunidades para explicitar o amor, o cuidado, e demonstrar os sentimentos sem pudor, como se estivéssemos prestes a fazer uma longa viagem, mas sabemos que não. Cercados pelo mar sem fim, sem terra à vista, pode-se ver com clareza que o outro lado do amor é a distância, e o som é o da palavra que está ausente em todas as outras línguas: saudade.

por Roberto Goldkorn

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Feedback: a Ponte ou o Abismo para os Relacionamentos Humanos?

            Todo mundo conhece uma pergunta clássica: foi bom para você? Mesmo que as pessoas não saibam, essa é uma forma de pedir uma avaliação sobre performance, é querer um retorno. De forma simplificada, feedback é o retorno. Poucas empresas ou relacionamentos têm consciência da importância dessa ferramenta. E essa omissão pode levar à destruição das relações.
O feedback oportuniza o aprimoramento. Quando se tem a noção do que as pessoas percebem sobre seus comportamentos, elas têm a oportunidade de melhorar, de crescer e de se desenvolver. Por outro lado, a omissão pode ser entendida com indiferença, com sentimentos de pouca importância e isso pode florescer comportamentos de apatia, porque as pessoas afetadas por esta omissão podem concluir que nada que pratiquem faz diferença.
É um instrumento que, usado de forma correta, promove o fortalecimento das relações, por isso vamos apresentar quais são os princípios básicos do feedback, os tipos e suas implicâncias no contexto das relações humanas.

Os princípios básicos do feedback
Para Willians (2005), os princípios básicos de um feedback são:
• Qualidade e Quantidade: a qualidade de qualquer relação está fundamentada na quantidade e na qualidade dos feedbacks recebidos. Se o feedback é fraco, as relações são fracas. Se for ofensivo, a relação será ofensiva;
• Cordialidade: é um tipo fundamental de feedback. Atitudes simples como: bom dia, perguntar sobre o final de semana pode parecer irrelevante, mas que são de grande valor para algumas pessoas;
• Contato visual: Quando conversamos com as pessoas e continuamos a olhar para o computador estamos dizendo: “você é menos importante do que o que estou fazendo”;
• Cada cabeça uma sentença: Cada pessoa tem um grau de exigência de feedback, umas precisam de mais, outras de menos. Mas, todas precisam. As pessoas que exigem alta manutenção devem ser assistidas nesse sentido ou então a relação começa a entrar em desgaste;
• Omissão: Sonegar feedback é o mesmo que impor um castigo psicológico: a pessoa se sente invisível.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

Seja sincero para criar

                                           Texto de Fernanda Pompeu
Estou me deliciando com a biografia de Will Eisner (1917-2005), escrita por Michael Schumacher, intitulada Um Sonhador nos Quadrinhos. O nova-iorquino Will está para as histórias em quadrinhos, assim como Garrincha para o futebol. Além de criador da personagem Spirit - um herói sem ser super, algumas vezes vulnerável - ele também deu feição e literatura a seus romances gráficos (graphic novels), conquistando com eles o público adulto e abrindo caminho para muita gente talentosa que farejou seu rastro.
Na vida pessoal, Will Eisner foi o exemplo do cara que se fez por si mesmo. Não frequentou grandes escolas e no começo da carreira não conhecia pessoas poderosas ou influentes. Na infância e adolescência, ele viu seus pais - judeus e pobres - atravessarem com toda dificuldade os anos da Depressão Econômica dos anos 1930, que jogou os trabalhadores americanos na lona. A mãe dele insistia para que o filho fosse tudo, menos um artista, pois isso rimaria com fome.
Mas Will Eisner decidiu ser sincero consigo mesmo. Se atirou na prancheta agarrado a seus lápis e palavras, movido pelo pré-sal da imaginação. E não só. Ele fez um pacto com um tipo de verdade, no caso, a verdade dele. Uma vez disse: "Quero que meu leitor sinta que está vendo algo verdadeiro. Inicio tudo o que faço com as palavras acredite em mimConfie e me deixe lhe contar esta história." E batendo cabeça aqui e ali, sem nunca perder a sinceridade, Will Eisner foi fazendo o que sempre quis fazer e, importantíssimo, pagando suas contas.
Afinal o que é ser sincero naquilo que escolhemos para fazer? Meu palpite é que sinceridade é ser como somos exatamente. Sem se preocupar com os modismos, os grupos, as panelinhas. Por exemplo, se você é um escritor, obviamente deseja publicar um livro - ou ter um blog - que faça sucesso. Por consequência que traga dinheiro. Desejo legítimo! No entanto, se você tentar mudar o tom da sua prosa, a sua verdade interior, para ter sucesso e dinheiro, provavelmente não dará certo. Não funcionará, porque sua criação soará falsa, será mais artifício do que arte.
O princípio da sinceridade não diz respeito só aos trabalhos artísticos. Não se refere apenas à área profissional. Ele se cola à vida em geral. Ter opinião, mostrar o que você pensa das coisas do mundo, faz com que as outras pessoas prestem atenção em você e no seu trabalho. É certo que nem todas vão concordar com suas iniciativas e nem todas irão gostar de você. Mas respeitarão sua sinceridade.
Seleção de imagem: Régine Ferrandis. Autorretrato de Will Eisner
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...